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Texto encontrado nos sites vagnernativeflutes.multiply.com (http://vagnernativeflutes NULL.multiply NULL.com/journal/item/19) e viveraprender.blogspot.com (http://viveraprender NULL.blogspot NULL.com/2007/06/carta-da-ecopedagogia-em-defesa-de-uma NULL.html)
A CARTA DA TERRA NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO
Primeiro Encontro Internacional - São Paulo, 23 a 26 de agosto de 1999
Organização: Instituto Paulo Freire - Apoio: Conselho da Terra e UNESCO-Brasil
CARTA DA ECOPEDAGOGIA
Em defesa de uma pedagogia da Terra
(Minuta de discussão do Movimento pela Ecopedagogia)
1. Nossa Mãe Terra é um organismo vivo e em evolução. O que for feito a ela repercutirá em todos os seus filhos. Ela requer de nós uma consciência e uma cidadania planetárias, isto é, o reconhecimento de que somos parte da Terra e de que podemos perecer com a sua destruição ou podemos viver com ela em harmonia, participando do seu devir.
2. A mudança do paradigma economicista é condição necessária para estabelecer um desenvolvimento com justiça e eqüidade. Para ser sustentável, o desenvolvimento precisa ser economicamente factível, ecologicamente apropriado, socialmente justo, includente, culturalmente eqüitativo, respeitoso e sem discriminação. O bem-estar não pode ser só social; deve ser também sócio-cósmico.
3. A sustentabilidade econômica e a preservação do meio ambiente dependem também de uma consciência ecológica e esta da educação. A sustentatibilidade deve ser um princípio interdisciplinar reorientador da educação, do planejamento escolar, dos sistemas de ensino e dos projetos político-pedagógicos da escola. Os objetivos e conteúdos curriculares devem ser significativos para o(a) educando(a) e também para a saúde do planeta.
4. A ecopedagogia, fundada na consciência de que pertencemos a uma única comunidade da vida, desenvolve a solidariedade e a cidadania planetárias. A cidadania planetária supõe o reconhecimento e a prática da planetaridade, isto é, tratar o planeta como um ser vivo e inteligente. A planetaridade deve levar-nos a sentir e viver nossa cotidianidade em conexão com o universo e em relação harmônica consigo, com os outros seres do planeta e com a natureza, considerando seus elementos e dinâmica. Trata-se de uma opção de vida por uma relação saudável e equilibrada com o contexto, consigo mesmo, com os outros, com o ambiente mais próximo e com os demais ambientes.
5. A partir da problemática ambiental vivida cotidianamente pelas pessoas nos grupos e espaços de convivência e na busca humana da felicidade, processa-se a consciência ecológica e opera-se a mudança de mentalidade. A vida cotidiana é o lugar do sentido da pedagogia pois a condição humana passa inexoravelmente por ela. A ecopedagogia implica numa mudança radical de mentalidade em relação à qualidade de vida e ao meio ambiente, que está diretamente ligada ao tipo de convivência que mantemos com nós mesmos, com os outros e com a natureza.
6. A ecopedagogia não se dirige apenas aos educadores, mas a todos os cidadãos do planeta. Ela está ligada ao projeto utópico de mudança nas relações humanas, sociais e ambientais, promovendo a educação sustentável (ecoeducação) e ambiental com base no pensamento crítico e inovador, em seus modos formal, não formal e informal, tendo como propósito a formação de cidadãos com consciência local e planetária que valorizem a autodeterminação dos povos e a soberania das nações.
7. As exigências da sociedade planetária devem ser trabalhadas pedagogicamente a partir da vida cotidiana, da subjetividade, isto é, a partir das necessidades e interesses das pessoas. Educar para a cidadania planetária supõe o desenvolvimento de novas capacidades, tais como: sentir, intuir, vibrar emocionalmente; imaginar, inventar, criar e recriar; relacionar e inter-conectar-se, auto-organizar-se; informar-se, comunicar-se, expressar-se; localizar, processar e utilizar a imensa informação da aldeia global; buscar causas e prever conseqüências; criticar, avaliar, sistematizar e tomar decisões. Essas capacidades devem levar as pessoas a pensar e agir processualmente, em totalidade e transdisciplinarmente.
8. A ecopedagogia tem por finalidade reeducar o olhar das pessoas, isto é, desenvolver a atitude de observar e evitar a presença de agressões ao meio ambiente e aos viventes e o desperdício, a poluição sonora, visual, a poluição da água e do ar etc. para intervir no mundo no sentido de reeducar o habitante do planeta e reverter a cultura do descartável. Experiências cotidianas aparentemente insignificantes, como uma corrente de ar, um sopro de respiração, a água da manhã na face, fundamentam as relações consigo mesmo e com o mundo. A tomada de consciência dessa realidade é profundamente formadora. O meio ambiente forma tanto quanto ele é formado ou deformado. Precisamos de uma ecoformação para recuperarmos a consciência dessas experiências cotidianas. Na ânsia de dominar o mundo, elas correm o risco de desaparecer do nosso campo de consciência, se a relação que nos liga a ele for apenas uma relação de uso.
9. Uma educação para a cidadania planetária tem por finalidade a construção de uma cultura da sustentabilidade, isto é, uma biocultura, uma cultura da vida, da convivência harmônica entre os seres humanos e entre estes e a natureza. A cultura da sustentabilidade deve nos levar a saber selecionar o que é realmente sustentável em nossas vidas, em contato com a vida dos outros. Só assim seremos cúmplices nos processos de promoção da vida e caminharemos com sentido. Caminhar com sentido significa dar sentido ao que fazemos, compartilhar sentidos, impregnar de sentido as práticas da vida cotidiana e compreender o sem sentido de muitas outras práticas que aberta ou solapadamente tratam de impor-se e sobrepor-se a nossas vidas cotidianamente.
10. A ecopedagogia propõe uma nova forma de governabilidade diante da ingovernabilidade do gigantismo dos sistemas de ensino, propondo a descentralização e uma racionalidade baseadas na ação comunicativa, na gestão democrática, na autonomia, na participação, na ética e na diversidade cultural. Entendida dessa forma, a ecopedagogia se apresenta como uma nova pedagogia dos direitos que associa direitos humanos – econômicos, culturais, políticos e ambientais - e direitos planetários, impulsionando o resgate da cultura e da sabedoria popular. Ela desenvolve a capacidade de deslumbramento e de reverência diante da complexidade do mundo e a vinculação amorosa com a Terra.
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No ano passado o Fantástico fez uma série muito interessante falando sobre como acham q vai ser o mundo daki a algumas décadas, e numa das matérias o cara comprou os itens da cesta básica e depois foi tirando tudo q prejudicava a Natureza. Depois de citar uma lista de coisas q prejudicava e tirar os itens q tinham essas coisas, o carrinho ainda tava cheio, daí ele citou embalagens de plástico e o carrinho ficou vazio. Essa foi uma das poucas vezes q os meios de comunicação em massa falaram de forma séria sobre esse tema; Imagino q muitos ficaram pensando sobre isso, apesar de praticamente ninguém ter plasmado esses pensamentos em Ação.
Desde essa época eu fikei pensando sobre as embalagens, e indeed felizmente já tem muitas medidas pra tentar resolver isso, como as ditas sacolas degradáveis (apesar de ter sido visto q na verdade elas viram pó q polui ainda mais do q as sacolas tradicionais). Ontem eu tava pensando nisso e hoje chegou ao ponto de valer a pena escrever.
Em 1º lugar é preciso entender q as coisas são como elas são pela combinação dos interesses de kem cria produtos com os interesses de kem os consome. Kem cria produtos tem preocupação q seus produtos dêem lucro por exemplo, e naum começam a comercializar os produtos inqt naum conseguirem cumprir essa meta. Já o consumidor, tem interesses q barram ou estimulam a compra, como conseguir pagar o produto, ele ser o mais barato q o cara já conseguiu imaginar, ser melhor q o do vizinho, etc, principalmente os relacionados ao marcketing.
Alguns fatores "secundários" passam a ser majoritários qd entram na lista de interesse de um dos lados. Por exemplo, o governo criou o programa de classificação das geladeiras mostrando em lugares visíveis um rank de qta eletricidade elas consomem. Daí o consumidor percebe q tem diferença entre os modelos em relação a qt ele vai pagar de eletricidade e começa a rejeitar as q consomem mais. O vendedor, q tem interesse em vender e ter lucro, percebe a rejeição a geladeiras q consomem muito e cria geladeiras mais econômicas.
Outro exemplo é algumas regiões q valorizam carros grandes, potentes e q consomem muito combustível. Os fabricantes atendem as necessidades dos consumidores. Qd o combustível começa a encarecer e ao mesmo tempo há uma pressão moral pra reduzir o consumo, o consumidor fica forçado a mudar de hábito e o vendedor corre atrás.
Pra naum deixar a impressão q é o consumidor q manda, tem tb o exemplo da AMD q produzia seus K8 desenvolvidos pra gerar o máximo de desempenho por ciclo e consumir pouca energia, inqt a Intel e seu P4 eram adorados por seus altíssimos clocks e consumo de energia, retirada com air coolers gigantes e watercoolers. Até q o clock do P4 naum conseguiu mais aumentar por causa da fulga de eletrons e a Intel teve q mudar de rumo. Hoje os Core e os K10 disputam kem consegue consumir menos, e oq antes era desempenho/ciclo e depois a Intel transformou em clock-alto-independente-do-desempenho, agora é desempenho/Watt.
Do mesmo jeito tem muitas empresas q se juntam e deixam o consumidor sem opção q atenda seus interesses, e ele é obrigado a se submeter aos interesses dos fabricantes.
Mais voltando ao tema do texto, muitas vezes as pessoas axam q "as coisas são assim pq são assim, e naum tem como ser de outra forma". Elas pensam isso simplesmente por comodidade e conveniência, pq seus interesses estão sendo atendidos pelos produtos do jeito q são atualmente e elas naum sentem vontade de mudar. O mesmo acontece com as empresas, e qd alguém reclama de algo, logo vem os espírito-de-testa-de-ferro-de-porco dizer q uma mudança acarretaria em aumento de preço. Isso imediatamente cria uma defesa pro fabricante e bate de frente com os interesses do consumidor, e o caso é abafado.
Na Natureza nada é desperdiçado. O lixo existe, mais ele é transformado (e nessa transformação é incluído a violência e a alimentação). É diferente do nosso lixo, q tb é transformado, mas leva séculos ou milênios pra isso ser concluído.
Na Natureza nenhum animal precisa trabalhar pra gerar renda e depois comprar tudo q precisam dos produtores. É interessante como muitos gostam de criticar o modelo de caçador e caça da Natureza, ao mesmo tempo q, sem nenhum predador, consome como um porco e joga todo o lixo em cima da Natureza, de forma q nem os caçadores nem as caças conseguem usar. Na Natureza é tudo uma troca, ninguém é dono de nada, os recursos vão passando de mão em mão. E aliás o caçador, q come a caça, é sua melhor amiga.
De volta às embalagens, eu tava imaginando a quantidade de plástico e papel é usado em todo o processo de logística. O transporte desde o fabricante até o consumidor. O supermercado por exemplo compra várias caixinhas dentro duma caixa maior, daí a gente compra as caixinhas, coloca elas dentro das sacolas e trás pra casa. Além da embalagem pra guardar o produto, ainda tem as embalagens pra facilitar o transporte das embalagens! Pq naum criam embalagens q além de guardarem o produto sejam fáceis de carregar? Impossível? Difícil?
A solução pras sacolas é óbvio, a gente leva as nossas de casa e depois trás de volta pra casa, em vez de pegar novas no supermercado e depois jogar tudo fora. Se o objetivo das sacolas é só levar outras embalagens do supermercado pra casa, pq usar sacolas novinhas toda vez? Ah mais claro, elas ficam sujas, rasgam... É só os fabricantes pararem de fazer sacolas vagabundas e tão baratinhas q o supermercado dá de graça pra gente, e fazer sacolas mais resistentes e fáceis de limpar, q a gente compra e usa pro transporte. Mais aí tem a vergonha de ficar carregando sacolas pro supermercado...
A mesma coisa deve ser feita com as embalagens das caixinhas. Nossa necessidade é pelos produtos e naum por suas caixinhas. Os supermercados devem comprar os produtos direto em embalagens grandes, e depois a gente vai lá e pega a quantidade q quiser e coloca nas nossas embalagens. Compramos as embalagens separado, e levamos e trazemos pra casa. E ainda tem a vantagem de podermos usar as embalagens do tamanho ideal pra nossa necessidade, nem menor pra faltar nem maior pra desperdiçar. Só q dá trabalho ficar levando e trazendo né...
Uma coisa q as empresas reclamam muito é da solução pra descartar as embalagens. Em vez de jogarmos fora, devemos levar de volta pro exato lugar onde compramos elas, e o fabricante levar de volta pra reciclar e fabricar embalagens novas. As empresas reclamam q isso é impossível. Mais como q é impossível?, se elas conseguem levar os produtos da fábrica até o supermercado, conseguem levar de volta do supermercado pra fábrica uai! Aí elas reclamam q ia ficar caro, e junto o consumidor torce o nariz, pelo preço e por mais uma vez ter q ficar carregando embalagem vazia...
Só q esse modelo naum é nem impossível, nem surreal e muito menos caro. Já fazemos isso com o gás, onde compramos o butijão e toda vez q o gás acaba compramos só mais gás, pq o butijão, q é caro, é nosso, e trocamos o vazio pelo cheio. Aliás, mesmo o butijão sendo caro, as empresas de gás naum reclamam de trocar o butijão q temos em casa pelo q eles trazem. Ou seja, naum há uma transferência do gás do butijão deles pro nosso, até o butijão é trocado! E eu nunca vi as empresas reclamarem de ter q pagar os custos de manutenção de butijão usado nem fabricar butijão novo e trocar por usado... Simplesmente todo butijão funciona muito bem, e ninguém faz distinção se ele é usado, novo, sujo, limpo. Nós compramos butijão só 1 vez geralmente qd uma família forma uma casa nova, e nunca mais pagamos por outro butijão. As empresa podem reclamar, dizendo q esses custos do butijão são incluídos no preço do gás e toda vez q compramos gás pagamos tb os custos do butijão, mais a mesma coisa tb naum acontece qd compramos um produto e levamos sua embalagem embora?... Com a vantagem de, com a empresa gerenciando todo o processo do butijão, naum termos q comprar butijão novo toda vez q compramos gás, reduzindo custos de produção, e de quebra o butijão já tá sempre passando pela empresa, onde ela pode analizar se ele ainda é usável ou se chegou a hora de reciclar. Nem precisamos preocupar em ver qd a embalagem fica velha, e ficar carregando embalagem vazia pro supermercado. Será q é tão imposível assim usar esse modelo?
Em outros mercados tb esse modelo pode ser usado, como na compra de remédio onde pagamos pra farmácia trazer o remédio na nossa casa, e várias outras áreas q fornecem o serviço de entrega a domicílio. Qd a empresa vem trazer o produto novo, ela leva a embalagem vazia de volta. A gente compra a embalagem só 1 vez e a própria empresa cuida de manter a conservação da embalagem e fazer a reciclagem. Mesmo se esse modelo e o aumento da qualidade das embalagens fizesse o custo delas aumentar, compraríamos a embalagem só 1 vez e a redução na produção baratearia os custos.
Outra área q isso tb acontecia era com o refrigerante, a gente comprava a garrafa de vidro e sempre q íamos comprar mais refrigerante levávamos a garrafa vazia e trazíamos outra cheia. Foi a monopolista Coca Cola q acabou com isso e passou pra garrafas de plástico, maiores, e ninguém reclamou nem rejeitou... Só agora q ela resolveu voltar pro modelo antigo, pra combater a Dolly. Uma vez o dono da Dolly disse numa entrevista q ele naum podia usar garrafa de vidro pq a Coca Cola viria e compraria todas as garrafas do supermercado e ele teria q ficar sempre fabricando mais garrafas.
Uai, se o supermercado vende garrafas usadas pra Coca Cola, ele gera renda, pq aí ele naum pode comprar garrafas novas da Dolly? Se as novas custam mais q as usadas, é só ele parar de vender usadas pra comprar novas, ou aceitar vender usadas e comprar novas pelo mesmo preço. Na hora q começasse a doer no bolso dos donos de supermercado ou a Coca Cola começasse a gastar com armazenamento de garrafas, essa brincadeira ia acabar.
Do mesmo jeito q se formos no supermercado sem garrafa vazia comprar refrigerante vamos ter q pagar mais caro por causa da garrafa, se o supermercado naum tiver ou naum quiser trocar garrafas vazias por garrafas cheias com a Dolly, ele vai ter q pagar mais caro pelas garrafas extras. Se a Dolly aceita doar garrafas, novas, pro supermercado vender tudo pra Coca Cola isso é problema deles. Esse é um ótimo exemplo de como o interesse dos comerciantes e fabricantes faz a coisa desandar, e kem paga a conta é o consumidor, q paga alegre por naum ter mais q carregar garrafa vazia.
Como eu disse, as coisas naum são assim pq tem q ser assim. Elas funcionam assim pq alguém tem interesse q sejam assim, e a gente tb tem, ou naum faz nada pra mudar. A regra dominante é q o lixo seja levado pra longe dos olhos da população e os fabricantes se excluem da responsabilidade tanto de recolher o lixo como de reciclá-lo-lá, a naum ser q haja o interesse de aumento nos lucros com a redução nos gastos. A mesquinez, a ignorância e a conveniência turvam a visão, e passamos a ver, a Vivenciar as coisas da forma q é mais conveniente pra gente. E isso inclui qd aceitamos acreditar nas mentiras q contam pra gente.
Há algum tempo teve o caso de brinquedos com defeito, e inqt lá no norte o fabricante fez um ótimo processo de coleta e troca, no Brasil isso levava mais de mês e o fabricante reclamava q naum tinha como receber os brinquedos de volta e por isso os consumidores tinham q mandar pelo correio. Pq lá tem jeito e aki é impossível? E se trabalhamos feito escravos condenados pra ganhar uma mixaria de dinhero, e damos quase 50% dessa renda pro governo, sem reclamar, pq naum podemos, até se for necessário, pagar mais pra naum produzir tanto lixo? Qt custa o lixo? Qt custa naum poluir a Natureza? Será q a Martaxa Suplício sabe?
E naum venham com a hipocrisia q o lixo é um presente q damos pros nosso filhos e netos. Nós tb somos habitantes, hoje, da Terra, e nós tb dependemos, hoje, da Natureza. A Natureza naum é um monte de mato sujo e bicho perigoso q a gente deve combater e fugir. A Natureza é nossa Mãe, q nos dá a todo momento a Vida ternária e o sustento, sem termos q pagar nada por isso. Oq os agricultores fazem é aumentar a eficiência e a produtividade, pq kem gera o alimento é a Natureza, e ele seria gerado mesmo q os agricultores naum destruíssem a floresta pra plantar e criar os animais. A terra naum é deles, e eles naum podem invadir tomando posse e depois cobrar por ela, ou dizer q oq ela produz é deles e naum quererem dar pra ninguém.
Naum é a Natureza q nos abandonou e nos deixou sozinhos, com escassez de recursos, precisando nos degladiar pra conquistar o sustento. Somos nós q negamos e expulsamos a Natureza, e qt mais nos afastamos dela mais Vivenciamos a pobreza, a fome e a miséria.
E naum adianta essa conversa de cada um fazer a sua parte. Ações isoladas e egoístas (no bom sentido) só aumentam a separação entre as pessoas. A Ação deve ser Una, conjunta, feita por toda a Humanidade Unida, Consciente de si mesma e do Planeta onde vive.
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Manoel José Pereira Simão é Psicólogo (contato null@null inic NULL.com NULL.br), do site inic.com.br (http://www NULL.inic NULL.com NULL.br/artigo-pt NULL.asp?id=11), tem mestrado em neurociências e comportamento pelo NEC- USP, pós-graduação em psicologia e Saúde pela UNIMARCO, especialização em psicoterapia transpessoal , TRVPeres e terapia cognitiva-comportamental.
O DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA INDIVIDUALCOLETIVA PARA A SOBREVIVÊNCIA DA HUMANIDADE
O autor propõe a reflexão do tema a partir do pensamento de Ervin Laszlo sugerindo que o mundo passa atualmente por uma macrotransição. Macrotransição é uma mudança profunda, abrangente e irreversível que ocorre em todos níveis e sistemas. Para enfrentar esse maciço progresso tecnológico, não precisamos ter como foco principal os programas públicos ou corporativos nem os grandes esquemas económicos ou políticos. O fundamental é nos concentrarmos no fator critico de uma macrotransição: A Consciência Humana. Precisamos de uma mudança fundamental de valores - para assegurar que não deixemos passar esta oportunidade de salvar nosso planeta e a nós mesmos. Precisamos de uma nova maneira de pensar e de estarmos conscientes. O autor propõe a discussão dos dez princípios da ética planetária integrando os conceitos da transcisciplinaridade e da Transpessoal com a alfabetização ecológica de F. Capra.
"No passado, os povos e sociedades podiam levar várias gerações para criar a cultura que engrenasse com as mudanças que haviam produzido no modo e nas condições de vida; hoje, é durante nossos anos de vida que precisamos criar a cultura de que precisamos para sobreviver e prosperar no mundo em que estamos nos precipitando."
Como criar esta mudança é o que veremos nos trabalhos do Húngaro Ervin Laszlo[1], Fundador e Presidente do Club of Budapest.
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A TERRA ESTÁ DOENTE. O QUE EU TENHO A VER COM ISSO?
por Irene Carmo Pimenta (irenecarmopimenta null@null hotmail NULL.com)
"A Terra tem o suficiente para a necessidade de todos, mas não para a ganância de uns poucos" - Mahatma Ghandi
Dentre as inúmeras espécies que povoam a Terra, os seres humanos são, sem sombra de dúvida, uma espécie biológica bem sucedida. Desde a sua origem evoluiu e colonizou todas as regiões do planeta Terra. Formou estruturas sociais complexas, descobriu novas tecnologias, e em sua tendência expansionista – através da corrida espacial - pensa em colonizar outros planetas.
No entanto, a trajetória evolutiva do homem sobre o Planeta Terra tem sido altamente predatória. A utilização dos recursos naturais do planeta tem sido maior do que a sua capacidade regenerativa.
E em nome do progresso, ecossistemas inteiros foram e continuam sendo destruídos, colocando em risco a sobrevivência de muitas espécies e do próprio homem.
Por conta disso a crise ambiental está aí. Bem na nossa frente. Fazendo com que temas como ecossistemas, aquecimento global, reciclagem, sustentabilidade, passem a fazer parte das conversas cotidianas. Diferentemente do que acontecia há algumas décadas atrás, quando discussões sobre meio ambiente era conversa de alguns “hippies malucos” – ligados a contracultura, de subversivos, enfim... Conversa de gente “pouco séria”, pessoas que eram “contra o desenvolvimento econômico”.
Alguns dos leitores devem lembrar do presidente Bush-pai (não que Bush-filho seja diferente) fazendo discursos irados contra os ambientalistas.
Sem falar no Brasil dos anos setenta, onde poluição era sinônimo de progresso, e quem contra ela fosse, contra o regime seria. Muitos ambientalistas foram tratados como “terroristas”!
Mas o tempo deu razão a quem tinha. O aquecimento global está ai. A Terra está doente. Febril.
E o que antes era assunto pontual de alguns segmentos da sociedade, hoje, pela urgência do tema, tornou-se uma discussão mais ampla. E no âmago de cada questionamento, está a pergunta que não quer calar:
A crise ambiental é um reflexo do desequilíbrio interior do ser humano?
CRISE ECOLOGICA E RESPONSABILIDADE PESSOAL
“A crise ecológica – isto é, o principal problema de Gaia – não é a poluição, o lixo tóxico, a destruição da camada de ozônio ou qualquer coisa semelhante. O principal problema de Gaia é que não há um número bastante grande de seres humanos que tenha se desenvolvido até os níveis de consciência pós-convencional, mundicêntrico e global o que faria com que eles se voltassem naturalmente para a conservação deste planeta.” Ken Wilber in Psicologia Integral
Analisando a frase de Ken Wilber, não podemos deixar de considerar o fato que uma urgente reavaliação do nosso sistema de crenças se faz necessário. A relação do homem com a Terra é baseada em estágios primitivos do nosso desenvolvimento.
A necessidade de sobrevivência das sociedades primitivas talvez esteja ainda muito presente nas sombras do inconsciente coletivo. Crenças primitivas sobre competição e sobrevivência – mesmo maquiadas e vendidas como “modernas” pela literatura política e econômica – alimentam um ciclo de opressão, pobreza, guerras e depredação ambiental.
Na base da crise ecológica está uma crise de valores e de significados. Mas o ponto de mutação entre uma visão individualista e uma visão sistêmica é a mudança de estágio conscencial do homem. A nossa sobrevivência como espécie depende disso.
Talvez seja esse o maior desafio da nossa geração. Migrar do modelo “nós e eles” (que na maioria das vezes quer dizer “nós contra eles”), para um modelo mais inclusivo, que aceite e respeite a diversidade. Um “nós” que realmente inclua “todos nós”. Porque na verdade estamos todos no mesmo barco, e nenhum barco afunda pela metade.
Ainda citando Ken Wilber:
“Se analisarmos o desenvolvimento moral, por exemplo, constatamos que o bebê, ao nascer, ainda não se socializou com a ética e as convenções culturais; isso se chama estágio pré-convencional, ou egocêntrico, porque a percepção do bebê é amplamente auto-absorvida. Mas a medida que ele começa a aprender as regras e normas da nossa cultura, passa ao estágio convencional de padrões, também conhecido como etnocêntrico, porque está centrado no grupo, tribo, clã ou nação específicos da criança, e portanto costuma excluir aqueles que não pertencem ao grupo.
Contudo, na próxima etapa importante do desenvolvimento moral, a etapa pós-convencional, a identidade do individuo se expande novamente, dessa vez para incluir o cuidado e a preocupação com todas as pessoas, seja qual for a raça, a cor, o sexo ou o credo e, por isso, essa etapa também recebe o nome de globocêntrica.
Assim, o desenvolvimento moral costuma passar do “eu” (egocêntrico) ao “nós” (etnocêntrico) até “todos nós” (globocêntrico) – um bom exemplo do desenvolvimento dos estágios de consciência". KEN WILBER in Espiritualidade Integral – Editora Aleph
SUSTENTABILIDADE EMOCIONAL
Em relação à crise ambiental, a realidade na qual estamos mergulhados não foi criada por nenhuma divindade, não faz parte de nenhuma “profecia apocalíptica” como querem crer ingenuamente alguns. Ela é o resultado das nossas escolhas individuais, baseadas em um sistema de crenças e de valores que não se sustenta mais.
A cultura ocidental na qual estamos imersos, é uma cultura narcísica que tem dificuldades em perceber o “outro”. Principalmente pelo fato de que “perceber o outro” suscita em RESPONSABILIDADE. E responsabilidade ou “a capacidade de dar resposta” está intrinsecamente ligada ao “RESPEITO” (do latim respicere - que significa olhar para).
Falta responsabilidade nas nossas relações com o meio ambiente e com os nossos semelhantes. E onde falta responsabilidade, falta ética.
Quando se fala da necessidade de um modelo econômico sustentável, não se pode deixar de salientar que a relação destrutiva do homem com a natureza é um reflexo da relação do homem consigo mesmo e com seus semelhantes.
Para que ocorra uma mudança coletiva consistente faz-se necessária uma verdadeira revolução interior dentro de cada um de nós.
É ilusório crer que esse processo vá acontecer apenas baseado em diretrizes externas (governos, ong´s ou o vizinho do lado) ou através de uma militância ambientalista romântica, que desconsidera a cruel realidade social dos paises pobres.
A construção de um modelo sócio-econômico sustentável, passa pela “ecologia interior”. Pela construção de valores internos sustentáveis.
Como dizia Confúcio há milênios atrás: “Para mudar o mundo, muda primeiro a ti mesmo”.
E para mudar é necessário conhecer. O famoso “Conhece-te a ti mesmo!” Melhor seria afirmar: “Conhece-te a ti mesmo para curar a Mãe Terra, que padece pelos desmandos interiores dos seus filhos!”
A busca pelo autoconhecimento, um mergulho na profundidade de quem somos, pode trazer a tona a percepção de que o caminho para a nossa felicidade não passa necessariamente pelo cartão de credito, como o Deus Mercado quer nos fazer acreditar.
No processo de autoconhecimento podemos ser surpreendidos pela aquisição de uma nova consciência, ao redescobrir valores que transcendem a esse materialismo imediatista e consumista que na verdade “nos consome”.
Como bem colocou Hazel Henderson – uma economista moderna com idéias revolucionárias (nada agradáveis ao mercado, é claro!):
“É a consciência de que muitas das coisas boas, que tornam as pessoas felizes e melhores, não são bens que possam ser comprados e vendidos: são valores, atitudes, sensibilidades e emoções que não têm preço, mas que valem muito. E são “coisas” que não acabam conforme as “consumimos”: pelo contrário, surgem e se multiplicam na medida em que as percebemos e praticamos".
Gaia, o nosso planeta Terra, acolhe, nutre e sustenta múltiplas espécies. Nós seres humanos somos uma delas.
Em um dos seus textos Leonardo Boff nos relembra que a palavra “humano” tem a origem filológica na palavra “húmus” – que significa terra boa e fértil.
Sejamos então cada um de nós, a terra boa e fértil onde a semente de uma nova consciência planetária possa germinar e frutificar.
*Este texto é o resumo da palestra proferida pela Prof. Irene Carmo Pimenta (irenecarmopimenta null@null hotmail NULL.com) no II Encontro de Psicologia Transpessoal na cidade de Campinas - São Paulo, em Outubro de 2007.
**Dedico esse texto a todos aqueles que mesmo anonimamente, trabalham pela construção de uma nova consciência planetária. Que ética, responsabilidade, justiça social, amor, paz e fraternidade não sejam apenas sonhos utópicos de alguns, mas a realidade de muitos, quiçá de todos.
Leia mais textos da autora em www.somostodosum.com.br/irenecarmopimenta (http://www NULL.somostodosum NULL.com NULL.br/irenecarmopimenta) e http://www.oficinadeconsciencia.com.br/artigos.htm (http://www NULL.oficinadeconsciencia NULL.com NULL.br/artigos NULL.htm)
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Claudemiro Godoy do Nascimento (claugnas null@null terra NULL.com NULL.br), filósofo e teólogo, mestre em Educação pela Unicamp, é professor da Universidade Estadual de Goiás.
Matéria (http://www NULL.salesianos NULL.com NULL.br/Subsidios_Poup NULL.asp?idsub=172) de 31/10/2006, extraída da ADITAL Agência de Informação Frei Tito para a América Latina: www.adital.org.br (http://www NULL.adital NULL.com NULL.br/site/index NULL.asp?lang=PT)
A educação pode contribuir para a construção de desenvolvimento com justiça social, centrado nas necessidades humanas e sem agressão ao meio ambiente. Daí a necessidade de uma "ecopedagogia" que nos ensina a viver de forma sustentável
A consciência ecológica levanta-nos um problema profundo e de uma vastidão extraordinária. Temos que defrontar com o problema da vida – bios – no planeta terra, o problema dessa sociedade pós-moderna – neoliberal ainda – e com o problema do destino do ser humano. Isto nos obriga a pensar a questão da própria orientação da chamada civilização ocidental. Nesta primeira década do século 21 somos chamados e chamadas a compreender que revolucionar, desenvolver, inventar, sobreviver, viver e morrer, encontra-se inseparavelmente ligado como já afirma Edgar Morin.Da minha aldeia vejo que a terra pode ver o Universo. Por isso, a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer. Segundo o poeta Fernando Pessoa nós, seres humanos, somos do tamanho daquilo que vemos e não do tamanho da nossa altura.
Neste sentido, gostaria de apresentar algumas reflexões que são resultados de debates organizados pelo Instituto Paulo Freire (IPF) sobre os novos paradigmas da educação. O objetivo é compreender melhor o papel da educação na construção de um desenvolvimento com justiça social, centrado nas necessidades humanas e que não agrida o meio ambiente, daí a necessidade de uma "ecopedagogia" que nos ensina a viver de forma sustentável. O educador Francisco Gutiérrez, diretor do IPF da Costa Rica, foi o primeiro a criar a concepção de ecopedagogia em 1992 por ocasião da ECO92 realizada na cidade do Rio de Janeiro.
Para se entender o que seja ecopedagogia, precisamos compreender o que vem a ser pedagogia e o vem a ser sustentabilidade. Francisco Gutiérrez e Daniel Prieto definem pedagogia como o trabalho de promoção da aprendizagem através dos recursos necessários ao processo educativo no cotidiano das pessoas. O cotidiano e a história fundem-se num todo. A cidadania ambiental local torna-se cidadania planetária.
Para ambos os autores, parece impossível construir um desenvolvimento sustentável sem uma educação para o desenvolvimento sustentável. Esse desenvolvimento sustentável requer quatro condições básicas para se efetivar no cotidiano das pessoas, a saber:
- que seja economicamente factível;
- que seja economicamente apropriado;
- que seja socialmente justo;
- e que seja culturalmente eqüitativo, respeitoso e sem discriminação de gênero.
O desenvolvimento sustentável, mais do que um conceito científico, é uma idéia-força e mobilizadora neste século 21 que se avança. As pessoas e a sociedade civil, em parceria com o Estado, precisam dar sua parcela de contribuição para criar cidades e campos saudáveis, sustentáveis, com qualidade de vida. Nesta perspectiva, conclui-se que não pode haver desenvolvimento sustentável sem uma sociedade sustentável, cujas características são:
- Promoção da vida para desenvolver o sentido da existência. Deve-se partir de uma cosmovisão que vê a terra como único organismo vivo. Na tradição indígena maia, ao invés de agredir a terra para conquistá-la, antes do arado para o cultivo, faz-se uma cerimônia religiosa na qual pedem perdão à Mãe Terra por ter que agredi-la com o arado para dela tirar o seu sustento.
- Equilíbrio dinâmico para desenvolver a sensibilidade social. Francisco Gutiérrez entende a necessidade do desenvolvimento em preservar os ecossistemas.
- Congruência harmônica que desenvolve a ternura e o estranhamento, ou seja significa sentir-se como mais um ser – embora privilegiado – do planeta, convivendo com outros seres animados e inanimados.
- Ética integral entendida como conjunto de valores – consciência ecológica – que dá sentido ao equilíbrio dinâmico e à congruência harmônica e capacidade de auto-realização.
- Racionalidade intuitiva que desenvolva a capacidade de atuar como um ser humano integral. A racionalidade técnica que fundamenta o desenvolvimento desequilibrado e irracional da economia clássica precisa ser substituída por uma racionalidade emancipadora, intuitiva, que conhece os limites da lógica e não ignora a afetividade, a vida, a subjetividade. O paradigma da racionalidade técnica, concebendo o mundo como um universo ordenado e perfeito, admitindo que é preciso apenas conhece-lo e não transforma-lo acaba por naturalizar também as desigualdades sociais.
- Consciência planetária que desenvolve a solidariedade planetária. Reconhecermos que somos parte da Terra e que podemos viver com ela em harmonia – participando do seu devir – ou podemos perecer com a sua destruição.
A palavra ecologia foi criada em 1866 pelo biólogo alemão Ernest Haeckel, como um ramo da biologia, para designar o estudo das relações existentes entre todos os sistemas vivos e não-vivos entre si e com seu meio ambiente. São quatro as grandes vertentes da ecologia, a saber:
- A ecologia ambiental – que se preocupa com o meio ambiente;
- A ecologia social – que insere o ser humano e a sociedade dentro da natureza e propugna por um desenvolvimento sustentável;
- A ecologia mental – que estuda o tipo de mentalidade que vigora hoje e que remonta a vida psíquica humana consciente e inconsciente, pessoal e arquetípica;
- A ecologia integral – que parte de uma nova visão da terra surgida desde os anos 60 do século 20 quando pôde ser vista de fora.
A ecopedagogia pode ser vista tanto como um movimento pedagógico e também como uma abordagem curricular. A ecopedagogia como movimento pedagógico pode ser entendido como um movimento social e político a partir da ecologia, pois surge no interior da sociedade civil e nas organizações populares por meio de educadores/as e de ecologistas, trabalhadores/as e empresários/as que se preocupam com o meio ambiente. Nestes tempos recentes, as ONGs é que estão se movimentando na busca por uma pedagogia do desenvolvimento sustentável, pois entendem que sem uma ação pedagógica efetiva, de nada adiantará os grandes projetos de despoluição da natureza e de preservação do meio ambiente.
A ecopedagogia como abordagem curricular implica numa reorientação dos currículos escolares para que incorporem certos princípios defendidos pelo movimento pedagógico. Os conteúdos curriculares têm que ser significativos para o aluno/a e somente será significativo para ele se tais conteúdos forem significativos para a saúde do planeta. Neste sentido, a ecopedagogia também serve para influenciar a estrutura e o funcionamento dos sistemas de ensino. Ela propõe uma nova forma de governabilidade diante da ingovernabilidade do gigantismo dos atuais sistemas de ensino.
Defende-se a idéia de que a ecopedagogia é uma pedagogia de educação multicultural. Porque ela não se dirige apenas aos educadores/as, mas aos habitantes da terra. Hoje, as crianças escolarizadas é que levam para os adultos em casa a preocupação com o meio ambiente. Assim, pode-se afirmar que a ecopedagogia está ligada a um projeto de desenvolvimento sustentável onde se pretende mudar as relações humanas, sociais e ambientais que existem hoje. É uma nova pedagogia dos direitos que associa os direitos humanos aos direitos da Terra.
Para se entender este movimento pedagógico é preciso relembrar momentos deste debate onde se pretende passar das questões de educação ambiental à ecopedagogia. A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, de 03 a 14 de junho de 1992, foi um evento paralelo ao Fórum Global 92. Neste fórum foi aprovada a Declaração do Rio, também chamada de Carta da Terra. Esta Carta constitui-se numa Declaração de Princípios globais para orientar a questão do meio ambiente e do desenvolvimento. Este evento ficou conhecido como ECO92.
A Rio+5 foi um novo fórum de organizações governamentais e não-governamentais realizado em março de 1997. Nessa conferência se discutiu muito a educação ambiental e se percebeu a importância de uma pedagogia do desenvolvimento sustentável ou de uma ecopedagogia. A ecopedagogia precisa trilhar ainda um longo caminho, não somente de debates acadêmicos, teóricos, mas precisa ser experimentado na prática.
Nosso futuro comum depende de nossa capacidade de entender hoje a situação dramática na qual se encontra o Planeta Terra devido a deteriorização do meio ambiente. Isto requer a formação de uma nova consciência planetária. Como diz Gutiérrez, existem duas pedagogias opostas, que são: a pedagogia da proclamação que não dá ênfase aos interlocutores enquanto protagonistas do processo. Por outro lado, a pedagogia da demanda, porque parte dos protagonistas e busca em primeira instância a satisfação das necessidades não-satisfeitas desencadeando um processo imprevisível, gestor de iniciativas, propostas e soluções. Os valores que devem sustentar a ecopedagogia são: sacralidade, diversidade e interdependência com a vida; preocupação comum da humanidade de viver com todos os seres do planeta; respeito aos direitos humanos; desenvolvimento sustentável; justiça, eqüidade e comunidade; prevenção dos danos causados. Neste sentido, todo homem e toda mulher é um educador e educadora, pois todos são protagonistas em cuidar do planeta Terra.
Portanto, qualquer pedagogia pensada fora da globalização e do movimento ecológico tem hoje sérios problemas de contextualização. O Estado pode e deve fazer muito mais para a educação ambiental. Todavia, sem a participação da sociedade civil e de uma formação comunitária para a cidadania ambiental, a ação do Estado será limitada. A ecopedagogia não quer oferecer apenas uma nova visão da realidade social do ecossistema, mas dar um novo sentido reeducativo no olhar e na leitura dessa realidade.
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(Uma Verdade Inconveniente)
Música, Letra e Interpretação: Melissa Etheridge
Have I been sleeping?
I’ve been so still
Afraid of crumbling
Have I been careless?
Dismissing all the distant rumblings
Take me where I am supposed to be
To comprehend the things that I can’t see
Cause I need to move
I need to wake up
I need to change
I need to shake up
I need to speak out
Something’s got to break up
I’ve been asleep
And I need to wake up
Now
And as a child
I danced like it was 1999
My dreams were wild
The promise of this new world
Would be mine
Now I am throwing off the carelessness of youth
To listen to an inconvenient truth
That I need to move
I need to wake up
I need to change
I need to shake up
I need to speak out
Something’s got to break up
I’ve been asleep
And I need to wake up
Now
I am not an island
I am not alone
I am my intentions
Trapped here in this flesh and bone
And I need to move
I need to wake up
I need to change
I need to shake up
I need to speak out
Something’s got to break up
I’ve been asleep
And I need to wake up
Now
I want to change
I need to shake up
I need to speak out
Oh, Something’s got to break up
I’ve been asleep
And I need to wake up
Now
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feedbackAs profecias falam sobre o final do medo. Dizem que o nosso mundo de ódio e materialismo terminará no sábado 22 de dezembro do ano 2012 . Neste dia a humanidade deverá escolher entre desaparecer do planeta como espécie pensante que ameaça destruir o planeta, ou evoluir para a integração harmônica com todo o Universo, compreendendo que tudo está vivo e consciente, que somos partes desse todo e que podemos existir em uma era de Luz.
A 1ª profecia Maia diz que a partir de 1999 restam-nos 13 anos, só 13 anos, para realizarmos as mudanças de consciência e atitude de que eles nos falam, para que possamos nos desviar do caminho da destruição pelo qual avançamos, para um outro que abra nossa consciência e a nossa mente para nossa integração com tudo o que existe.
Os Maias sabiam que o nosso Sol (eles o chamam de "Kinich-Ahau") é um ser vivo que respira e que a cada certo tempo se sincroniza com o enorme organismo que existe e que, ao receber uma manifestação de luz do centro da galáxia, brilha mais intensamente produzindo em sua superfície o que os nossos cientistas chamam de erupções solares e mudanças magnéticas.
Eles dizem que isso acontece a cada 5.125 anos. Que a terra se vê afetada pelas mudanças do Sol mediante o deslocamento do seu eixo de rotação. Previram que a partir desse movimento haveria grandes desastres.
Para os Maias, o processo universal, como a respiração da galáxia, é cíclico e nunca muda. O que muda é a consciência do homem, que passa através deles num processo sempre em direção para mais perfeição. Com base em suas observações, os Maias previram que a partir da data inicial de sua civilização 13.0.0.0.0 (4 Ajaw 8 kumku), isso é 3.113 a.C., 5.125 anos no futuro, ou seja, sábado 22 de dezembro de 2012, o Sol, ao receber um forte raio sincronizador proveniente do centro da galáxia, mudará sua polaridade e produzirá uma gigantesca labareda radiante.
Para este dia a humanidade deve estar preparada para atravessar a porta que os Maias nos deixaram, quando a civilização atual, baseada no medo, passará para uma vibração muito mais alta de harmonia. (E só de maneira individual poderemos atravessar a porta que permite evitar o grande desastre que o planeta vai sofrer para dar início a uma nova era, um sexto ciclo do Sol).
Os Maias asseguravam que a sua civilização era a 5ª iluminada pelo Sol (Kinich-Ahau), o 5° grande ciclo solar. Que antes havia existido outras 4 civilizações que foram destruídas por grandes desastres naturais. Achavam que cada civilização é apenas um degrau para a ascensão da consciência coletiva da humanidade.
Para os Maias, no último desastre, a civilização teria sido destruída por uma grande inundação que deixou apenas alguns sobreviventes, dos quais eles eram seus descendentes. Pensavam que, ao conhecer o final desses ciclos, muitos humanos se preparariam para o que vinha e que graças a isso haveriam de conseguir conservar sobre o planeta a espécie pensante, o Ser Humano.
Eles nos dizem que a mudança dos tempos permite subir um degrau na evolução da consciência. Podemos nos dirigir a uma nova civilização que manifestará maior harmonia e compreensão para todos os seres humanos.
A 1ª profecia Maia nos fala do "tempo do não-tempo", um período de 20 anos chamado "Katún", os últimos 20 anos desse grande ciclo de 5.125 anos, quer dizer, de 1992 até 2012. Profetizaram que neste tempo manchas cada vez mais intensas apareceriam no Sol e que a partir de 1992 a humanidade entraria num último período de grandes aprendizagens, de grandes mudanças, e que nossa própria conduta de depredação e contaminação do planeta contribuiriam para que essas mudanças acontecessem.
Essa profecia diz que essas mudanças irão acontecer para que possamos entender como funciona o Universo e para que avancemos níveis superiores, deixando para trás o materialismo e nos livrando do sofrimento.
O Livro Sagrado Maia CHILAM BALAM diz que no 13° Ahau, no final do último Katún (2012), o Itzá será arrastado e rodará Tanka (...as civilizações...cidades serão destruídas). Haverá um tempo em que estarão sumidos na escuridão e depois virão trazendo sinal futuro "Os Homens do Sol". A Terra despertará pelo norte e pelo poente o Itza despertará.
A 1 ª profecia anunciou que 7 anos depois do inicio do 1° katún, ou seja, 1999, começaria uma época de escuridão e que todos nós a enfrentaríamos com nossa própria conduta. Disseram que as palavras de seus sacerdotes seriam escutadas por todos nós como orientação para o despertar. Eles falam dessa época como o tempo em que a humanidade entrará no "Grande Salão dos Espelhos", uma época de mudanças para que o homem enfrente a si mesmo, para que ele veja e analise seu comportamento com ele mesmo, com os demais, com a natureza e com o planeta onde vive. Uma época para que toda a humanidade, por decisão consciente de cada um de nós, decida mudar e eliminar o medo e a falta de respeito de todas as nossas relações.
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Excelente texto de Nicolette Lacerda Soares (http://somostodosum NULL.ig NULL.com NULL.br/clube/artigos NULL.asp?id=5097) - nicolettelacerda@uol.com.br (nicolettelacerda null@null uol NULL.com NULL.br) tirado do Somos Todos UM (http://somostodosum NULL.com NULL.br/)
Se quisermos que a Terra reencontre o seu equilíbrio, devemos começar por nós mesmos: fazer tudo sem estresse, com mais serenidade, com mais amor. Para isso, importa termos coragem de ser contra a cultura dominante que nos obriga a ser cada vez mais competitivos e efetivos. Precisamos respirar juntos com a Terra, para conspirar com ela pela paz.
Leonardo Boff
Mudanças Planetárias e Humanas
Temos, primeiramente, um contexto sistêmico, do qual faz parte uma nave espacial azul chamada Terra, segundo o astronauta russo Gagarin.
Essa Terra, por sua vez, faz parte do conjunto, ou Sistema Solar, situado na fímbria de uma Galáxia. Sistema esse, que por sua vez, integra a Galáxia.
Essa Galáxia navega pelo Espaço sideral como um barco num grande oceano.
A cada ano sideral de duração aproximada de 26.000 anos, todo o sistema passa duas vezes em torno de outro Sol central (Alcyone) nas Plêiades.
A cada passagem, esse sistema ingressa no Cinturão de Fótons, levando em média 2.160 anos para completar o percurso.
Ao ingressar no Cinturão de Fótons, o sistema solar passa por ajustes físico-energéticos alcançando novas realidades dimensionais ou iniciações.
Essa passagem promove transformações evolutivas em todo o sistema.
2012 é a data em que o nosso sistema Solar estará totalmente imerso no Cinturão de Fótons, e conseqüentemente, mudado.
Mudanças Planetárias:
As mudanças planetárias se dão no nível físico e no nível sutil.
No nível físico, as alterações mais evidentes são as das mudanças climáticas, com a elevação das temperaturas e consequëntemente a elevação do nível do mar pelo degelo das geleiras.
No nível mais sutil, notamos as alterações do eixo da Terra, aceleração na passagem do tempo, modificações na freqüência do planeta e de seu magnetismo. Enquanto a freqüência de base da Terra, ou pulsação, também chamada Ressonância Schumann, está aumentando drasticamente, seu campo magnético está decrescente.
Mudanças da Humanidade:
As mudanças da Humanidade se dão no nível físico, anímico e espiritual.
No nível físico temos, no plano biológico, o surgimento de uma nova genética. No plano individual, estamos todos partindo para o autoconhecimento, e no plano moral há uma substituição de valores.
No plano psíquico há uma desparametrização, que vamos detalhar em seguida.
E finalmente no plano social, existe uma quebra de estruturas.
No plano anímico, caminhamos para a integração Mente-Espírito.
E finalmente no plano espiritual, obtemos uma libertação dogmática.
A religião do futuro será cósmica e transcenderá um Deus pessoal, evitando os dogmas e a teologia.
Vejamos agora os novos parâmetros ou paradigmas.
Façamos uma comparação entre a Era de Peixes que agora termina e a Era de Aquário em que estamos adentrando. Não há limite certo para essas passagens de eras, e nos sentimos um pouco como num “limbo”, à medida que algumas estruturas são derrubadas e outras vão surgindo.
Por favor, essas informações não devem ser usadas com o objetivo de amedrontar você, mas com o de estar preparado para as mudanças planetárias que irão introduzir uma Nova Era de Luz para a humanidade, com os conceitos baseados no medo totalmente dissolvidos.
A data-chave do final deste processo possivelmente será nos anos de 2012 a 2017. (essa defasagem se deve à adoção do calendário gregoriano). A mensagem de esperança dos Mayas é de que essa época representa o “Final do Medo”.
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Excelente texto de Nicolette Lacerda Soares (http://somostodosum NULL.ig NULL.com NULL.br/clube/artigos NULL.asp?id=3549) - nicolettelacerda@uol.com.br (nicolettelacerda null@null uol NULL.com NULL.br) tirado do Somos Todos UM (http://somostodosum NULL.com NULL.br/)
É possível Mudar comportamentos e resolver conflitos?
É.
Como?
Pela expansão da consciência, isto é, pela observação contínua de si próprio. É se enxergar. Isso significa, em primeiro lugar, renunciar às mais caras ilusões que você tem a seu respeito.
É difícil? É.
É possível? É.
O que significa me observar?
É estar atento. É perceber se você está atuando no eixo vítima/algoz, ou vítima/agressor.
Enquanto você funciona nesse eixo, você não age, você só reage.
Se você se sente vítima de alguém, você está dando todo o poder sobre a sua vida a essa pessoa. Você fica, de fato, paralisado no tempo que não passa, enquanto tudo à sua volta se passa no tempo que passa.
Se você se justifica dizendo: “Eu sou assim porque o meu pai me tratou dessa e dessa maneira, me fez isso e mais isso”, ou... “Eu sou assim porque não tenho nada a ver com a minha mãe, ela não é a mãe que eu queria ter”; ou ainda: “Eu não progrido porque o meu chefe tem inveja do meu talento”; ou “Meu marido não me deixa fazer nada”, você está trilhando o caminho de vítima. Você está preso ao tempo que não passa.
O que fazer? Sair desse caminho.
É possível? É.
Que caminho trilhar? O do responsável, daquele pessoa que assume responsabilidade por tudo que faz, que não se queixa de nada, nem de ninguém. O que não critica ninguém, o centrado.
A Física Quântica que trata do infinitamente pequeno, do que se passa dentro dos átomos, observou que comparativamente, a distância entre o núcleo de um átomo e o elétron que gira ao seu redor, é abissal! O átomo é praticamente vazio.
No nosso cérebro passa-se a mesma coisa.
Os neurônios vão se ligando sempre da mesma maneira, no seu canal preferencial, assim como as trilhas que o gado cria nas colinas e que vemos quando passamos de carro, pelas estradas.
Pode-se então usar o campo das infinitas possibilidades dentro do cérebro e que não foi usado ainda.
Comece a criar uma infância feliz. Você pode!
Comece a contar as coisas boas, a sentir gratidão pelo maravilhoso dom da vida, presente de seus pais.
Seus pais não foram sempre velhinhos.
Já foram jovens, se amaram e até acreditaram em formar uma família. Isso demanda generosidade.
Até hoje, a única maneira de passar pela experiência de vida no planeta Terra, é através do útero de uma mulher, com a colaboração de um homem.
Seja grato a eles! A gratidão é um sentimento maravilhoso que vai encher seu coração de alegria.
Desfrute com encantamento as infinitas possibilidades de conexão que você tem no seu cérebro. Mude de chip, mude de canal, mude de estação, mude os velhos programas.
Acorde!
Ou então, você estará condenado a se repetir, a contar sempre a mesma estória, sem mudar uma palavra, uma vírgula, como as crianças fazem, buscando o lucro que a condição de vítima lhe dá.
“Mas eu não tenho lucro nenhum, eu sofro muito”. Procure com toda a sinceridade dentro de você, e você descobrirá que seu lucro é imenso.
Renuncie a esse lucro e você se libertará desses grilhões, e torne-se responsável pela sua própria vida, pelas suas decisões, sem imposições ou constrangimentos de outras pessoas.
Aceite ser feliz... AGORA!
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 Texto de Araquém Alcântara (http://planetasustentavel NULL.abril NULL.uol NULL.com NULL.br/noticia/sustentabilidade/conteudo_232175 NULL.shtml) em 04/2007.
Araquém Alcântara é um dos mais premiados fotógrafos em atuação no país que. Desde os anos 70, dedica-se integralmente à divulgação e à defesa do patrimônio natural e dos valores culturais do Brasil.
Precisamos dizer, urgentemente, aos meninos com medo do futuro, que só se combate o caos atual, acabando com a insustentabilidade social, com a fome e a miséria. É preciso transformar a estrutura social, injusta e predatória que corrói o país.
Conheço crianças e adolescentes aterrorizados com o que julgam ser o fim do mundo. Precisamos urgentemente dizer-lhes que somente deles pode vir uma nova consciência planetária, que a Terra está realmente em agonia e que atingiu seu estado crítico. E isso porque nosso comportamento é destrutivo e egoísta e remonta há mais de 100 mil anos, quando começamos a atear fogo nas florestas, poluindo e esgotando os recursos naturais, supervoando e, enfim, incapacitando o futuro da vida.
Precisamos de um esforço extraordinario para ensiná-los esta nova forma de viver. Talvez a única possível, de agora em diante: respeito a tudo o que é vivo, responsabilidade cotidiana em cada ato; a percepção de que tudo está interligado, que Terra e Homem formam um único organismo e que o futuro só será menos aterrorizante se nos reconciliarmos com as sábias leis que regem este vasto complexo biológico.
Como diz o velho Samuca, habitante anônimo do "Parque NacionalGrande Sertão Veredas", em Minas Gerais, que é um homem que nunca frequentou a escola: "Nós estamos andando na Terra como um bando de cegos. Donde só se tira e num si põe. Um dia tudo mais tem que se acabar".
Este grande jardim planetário chegou ao caos, ao ponto da extrema desordem. É necessária uma mobilização mundial, um gigantesco esforço para reduzir a emissão dos gases estufa, para substituir o carbono fóssil, para interromper o envenenamento do ar.
Tudo o que temos feito é muito pouco. Navegamos entre a omissão e a hipocrisia. Veja o que estamos deixando acontecer com a maior riqueza deste país, a Floresta Amazônica, vasto espaço verde de mais de 5 milhões de km quadrados, de extrema importância para a regulação da temperatura do planeta. Já permitimos que 17% de sua área fosse arrasada, o equivalente a duas Alemanhas e a três estados de São Paulo. Isso dentro de um país, cuja constituição declara que a Floresta Amazônica é patrimônio nacional. Somos um povo que tem seu nome derivado de uma árvore e deveríamos ver cada árvore como um monumento vivo de nossa cultura e história.
Temos que explicar, urgentemente, aos meninos com medo do futuro que é possível mitigar os efeitos do aquecimento global, desde que a gente tome pra si, agora, esta missão de limpeza e regeneração: respeitar a natureza como parte de nós mesmos, consumir menos, produzir menos lixo, reciclar o lixo, consumir menos eletricidade, menos água, andar mais a pé ou de bicicleta. E, numa escala mais ampla, exigir matérias-primas com certificação como a madeira (que deve ser de florestas plantadas e ter selo de origem) e exigir a imediata interrupção do desmatamento na Amazônia, na Mata Atlântica e nos demais ecossistemas.
Aprendi o que era sustentabilidade, ou um de seus vários nomes, quando uma tempestade de chuva ácida caiu sobre a minha cabeça, em Cubatão, no início dos anos 70. Quando vi que aquela chuva e toda a poluição do Vale da Morte produzia crianças sem cérebro. E quando vi que a desgraça atinge, sobretudo, os mais pobres. Aí resolvi me colocar a serviço da celebração da vida.
Precisamos dizer, urgentemente, aos brasileiros, sobretudo aos meninos com medo do futuro, que a maior de todas as tarefas contra os efeitos do aquecimento global é combater a insustentabilidade social , é preciso acabar com a fome e a miséria, é preciso transformar esta estrutura social, injusta e predatória que corrói o país.
É preciso que este princípio universal deixe de ser utopia: "todo homem tem direito à saúde, à educação, à cultura..."
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